sábado, 8 de março de 2025

Crônicas de Esperança: Responsabilidade II

Crônicas de Esperança: Responsabilidade II:                                Desenho recebido da aluna Aline - turma 4o. ano - Paz - 2022                                                 ...

quinta-feira, 6 de março de 2025

quarta-feira, 5 de março de 2025

Crônicas de Esperança: O que você quer?

Crônicas de Esperança: O que você quer?:        Alunos plantando árvore na Escola Municipal do Bairro Jardim das Rosas - Ibirité - MG -  2019 O que você quer? Breno José de Araújo P...

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Crônicas de Esperança: Percorrendo o caminho da vida

Crônicas de Esperança: Percorrendo o caminho da vida:                                                        Fim de tarde - Ibirité - Minas Gerais Percorrendo o caminho da vida      Percorremos ...

sexta-feira, 10 de março de 2017

Seguir

É preciso seguir

Talvez não saibamos  quando e onde vamos chegar
Mas é preciso seguir caminhando
Se pararmos nunca saberemos
O que vem depois da próxima curva?
O que há detrás daquela árvore?
Embaixo da pedra no meio do caminho?
Ás vezes o dia tá nublado e não conseguimos ver a luz
Nos invade o sentimento de impotência,  o medo paralisante
É preciso dar o próximo passo, mover-se,
Ir com medo, sem vontade, mas seguir em frente
E caminhando o vento sopra e dissipa o nevoeiro


quinta-feira, 9 de março de 2017

É hora de dizer adeus
                                              
Difícil aceitar que você foi embora
No meu peito uma dor imensa invadiu
E a dor veio me mostrar
O quanto é tão ruim sem você aqui.

Mesmo em noites tristes
Só desejo teu carinho
Tinha tantos planos
Chega de ilusão! Não vou te encontrar.

Sem você não dá,
Sem você não dá pra ficar.
Tão presente a falta de te amar
Dá um tempo solidão!

A saudade é tanta
Sinto aqui dentro um vazio
Tinha tantos planos pro fim
Sentir essa dor é tão ruim.

Por que tem que ser assim?
Eu tenho que achar a paz
Não sei se os meus dias estão contados
Mas logo eu vou encontrar você.


Aline Rodrigues dos Ssantos

sábado, 18 de fevereiro de 2017


Qual a Postura Ideal Para o Professor na Contemporaneidade?


O ensino no Brasil já passou por várias fases desde a chegada dos portugueses há mais de quinhentos anos. 
Inicialmente a Igreja com seus representantes jesuítas tinham como missão catequizar os nativos brasileiros em nome de Cristo.
Já em meados do século XVIII ainda no período colonial é implantado através da reforma pombalina o ensino público com base nas Cartas Régias, ainda assim manteve-se o “Ensino Religioso” nas escolas, e tampouco o ensino era universalizado na sociedade daquele período.
Com a vinda da Família Real no início do século XIX algumas mudanças começaram a ser empreendidas neste sentido, inauguram-se algumas Escolas superiores como as Academias Militares e a Escola de Medicina, mas ainda assim o acesso era pra poucos e privilegiados.
Somente na época da implantação da Nova República alguns pensadores lançaram efetivamente um Manifesto no qual reivindicavam uma educação gratuita e laica, chamado "Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”, foi um movimento importante e que viria a influenciar os modelos de educação até a contemporaneidade.
Durante todo esse período a educação privilegiou outros motivos que não o educando o mais importante objeto dessa relação ensino-aprendizagem. O papel do professor passou por: evangelizador, detentor do conhecimento, transmissor dos conhecimentos acumulados etc.
Então refletindo sobre a História da Educação no Brasil, e a realidade que há muito foi instaurada neste país, venho divagar um pouco sobre o tema.
Acredito no Brasil como um país democrático e carente de pessoas conscientes do sentido de “Ser Cidadão e Ético”, pois, no nosso país as leis foram criadas antes das pessoas terem noções sobre esses conceitos e tampouco exercerem o mesmo. Neste sentido gostaria de trazer umas palavras do Paulo Freire:
A necessária promoção da ingenuidade à criticidade não pode ou não deve ser feita à distância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. Decência boniteza de mãos dadas. Cada vez me convenço mais de que, desperta com relação à possibilidade de enveredar-se no descaminho do puritanismo, a prática educativa tem de ser, em si, um testemunho rigoroso de decência e de pureza. Uma crítica permanente aos desvios fáceis com que somos tentados, às vezes ou quase sempre, a deixar as dificuldades que os caminhos verdadeiros podem nos colocar. Muheres e homens, seres histórico-sociais, nos tornamos capazes de comparar, de valorar, de intervir, de escolher, de decidir, de romper, por tudo isso, nos fizemos seres éticos. Só somos porque estamos sendo. Estar sendo é a condição, entre nós, para ser. Não é possível pensar os seres humanos longe, sequer, da ética, quanto mais fora dela. Estar longe ou pior, fora da ética, entre nós, mulheres e homens é uma transgressão. É por isso que transformar a experiência em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar. (FREIRE, 1996)


 Neste sentido o professor na contemporaneidade deve estar atento não só ao conteúdo lecionado, mas também praticar com seus alunos o “ser ético” socialmente, pois, temos um Brasil arraigado no chamado “jeitinho brasileiro”, em que as pessoas cometem pequenos atos de corrupção, sem terem de fato conhecimento e consciência profunda do que estão fazendo, noss@s alun@s criticam a postura dos políticos, mas, no fundo estão cometendo uma prática parecida com a que estes praticam, porém, em menor escala, o que não muda, tampouco os isentam de serem colocados no mesmo patamar.
Como educadores devemos termos sempre uma postura ética e cidadã, dialogar com os educandos instigando-os a ter uma postura política, independente de suas orientações, possibilitando um diálogo aberto e de crescimento como cidadãos éticos e conscientes de suas escolhas. O professor não deve ter atitudes autoritárias, mas ao contrário, ter uma relação de troca, de contribuição/corroboração entre saberes adquiridos por ambas as partes, “ensinar inexiste sem aprender e vice versa” (FREIRE1996). 
Agindo dessa maneira, creio que o educador estará contribuindo bastante para formar futuros cidadãos éticos e conscientes de seus direitos e deveres, diante de uma sociedade em transformação como a nossa. Dessa maneira poderíamos dizer conforme Piajet nós educadores estaríamos contribuindo para uma formação de seres “autônomos” e capazes de discernir melhor, sobre as posturas políticas em nossa sociedade, o que poderia acarretar numa grande transformação social, possibilitando uma sociedade mais igualitária e justa.




Referência bibliográfica:

- Cunha, Marcus Vinícius. A DUPLA NATUREZA DA ESCOLA NOVA: PSICOLOGIA E CIÊNCIAS SOCIAIS. Cad. Pesq., São Paulo, n.88, p.64-71, fev. 1994
- Freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à pratica educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
- Yves de La Taille. DESENVOLVIMENTO DO JUÍZO MORAL E AFETIVIDADE NA TEORIA

DE JEAN PIAGET In: PIAGET, VYGOTSKY, WALLON: Teorias Psicogenéticas em Discussão. Yves de La Taille, Marta Kohl de Oliveira, Heloysa Dantas

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Parnasiana

Queria eu ser parnasiana
Arte pela arte
Com refinamento da linguagem
Fazer da minha vida autossuficiente
Assim como exigente
Ter em mim a metrificação
Mas nunca deixar a rima com o "ão"
Pois de uma certa forma
Para ser Parnasiana
Eu preciso ser óbice
E não problema






segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Amare

O amor é preenchimento 
E não é só um sentimento
O amor é um estado
Um estado de espírito 

Amor é uma forma de viver
O amor é um instrumento
É o que faz o mundo se mover
E também é o mandamento

O amor é o que nos faz
O que nos faz mais parecidos com Deus
O amor é solução 
Solução para todos os meus

O amor é tudo o que eu tenho
E eu agradeço a Deus por você existir
Pois você eu amo demais
E o amor é tudo pra mim


    

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Poema de Regresso


Oh singela Ibirité!
Estou de volta para os teus braços!
Quanta saudade senti
Do teu aconchegante cheiro de mato.


Da rua Diamantina onde nasci
Da Tabajara onde cresci
Do Yolanda onde estudei
Da minha avó que aqui deixei.


Senhora que amo tanto, tanto!
Que até dói o coração
Como viver assim
Mergulhado na solidão?


Oh singela Ibirité!
Como és linda aos meus olhos
Tu abrigas aquela serra
Aquela onde a moça rolou
E que a Mário de Andrade inspirou.


Abrigas também o Zé Tadeu
Onde jaz minha mãe querida
Vitimada pela agonia
Da pobreza que a sucumbia.


Oh singela Ibirité!
Tudo era saudade.
Desde o dia em que saí
Só vi desgraça e iniquidade.


Estou de volta para os teus braços!
Descendo a rodovia do Renato
Vejo teu templo azul cobalto
De noite todo iluminado
E pela Virgem das Graças abençoado.


Oh singela Ibirité...

                                               Hudson Anunciação.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Carrego em mim a vontade de me fazer infinita.
A vontade de tecer um tapete irreal, sem costura no fim.
Vontade entalada na minha garganta, apertada no peito.
Carrego em mim, e também no outro,
essa vontade latente de ser eu e o universo inteiro,
ilimitada, irrestrita.
Sem medo.
Carrego em mim um espelho do mundo,
E choro o teu pranto diário, sem vergonha.
Carrego em mim, nascimentos prematuros e mortes arrastadas que enaltecem os noticiários.
Carrego o ódio, o amor e as suas variáveis.
Carrego possibilidades destoantes de transformação.
Levo tudo no colo, nos braços e na alma.
Sou acostumada a ler poesia,
decifrá-las,
mergulhar nas palavras,
fazer parte, tomar parte
Nunca (ou quase nunca)
Escrevê-las
Mas o teu corpo,
O retrato do teu olho,
A tua boca,
O seu cheiro
e tudo que de alguma forma
-por acaso do destino, ou fatalidade cotidiana-
me é você,
Me faz querer escrever-te
(Justo tu, que por si só já é poesia)
Com a boca,
com a língua
Sempre em duo,
sempre entre,
sempre.
A poesia é só uma desculpa.

lua em câncer

Depois de tentar racionalmente
Entender as suas variáveis, extrapolo.
Deixo a sanidade de lado,
Clamo o exotérico, abandono a minha descrença
Faço o seu mapa astral
Faço jogos de Tarôt
Consulto ciganas
E até a numerologia tem ajudado
E, mesmo assim,
Após lê-lo
Quase que inteiro,
Permaneço ignorante
E só não desisto
Porque o horóscopo diz que
O trânsito lunar,
Prevê o êxito.

Ensaio sobre as virtudes da (des)honestidade

Li meu reflexo no espelho
E menti para expressão que ali deixei, imutável como as fotografias
E segui com o dia como se me sentisse viva, ilesa.
Mas não esqueci a verdade omitida
Que a cara estampada, fria,
Imperfeita e sem maquiagem (como que dada ao tapa)
Impôs: O passar do tempo, reprimiu a liberdade.

Resposta à crítica

Para o grupo do livro: "Identidade: textos de gaveta" Vocês poderiam utilizar algum(a) autor(a) que desse sustentação às ideias iniciais do trabalho. Isso porque, inegavelmente, um embasamento teórico permite dar maior credibilidade ao trabalho.
- O livro é inteiramente autoral, sendo assim, não precisamos de embasamento teórico, já que não é uma dissertação, uma pesquisa ou uma tese. Caso fosse uma pesquisa, a crítica de vocês seria aplicável. Obrigada por comentar :)

Para o grupo do livro: "Identidade: textos de gaveta" Considerando que a introdução necessita instigar o leitor, talvez mais como sugestão do que questionamento, não vale contextualizar esses textos: De quando são esses textos? Falam de quê? Foi pensado no registro desses textos para que não correrem o risco de se configurarem como plágio? 
 -Os temas são livres, autorais e de livre interpretação para os leitores, sendo assim, não temos como falar na introdução do que se trata cada texto, já que não abordaremos um assunto específico, mas podemos adiantar que contém fatos cotidianos, romance, ódio, saudade... enfim, sentimentos intrínsecos e pessoais.

-Não havíamos pensado no registro, obrigada pela dica.




domingo, 11 de dezembro de 2016

Esculpida



Sua eu já sou
Não desde ontem
Ou hoje ou a alguns dias

Sou sua desde que nasci
Fui moldada, treinada
Preparada pra você

Porém não fui criada perfeita
Dei uns tropeços
Mas acertei uns arremessos

E enfim cheguei a você
Mesmo que ainda com defeitos
Me esforcei e conquistei

E enfim te mostrei e entreguei
O amor que criei todos esses anos
Esperando por você


Gabriela Morais


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Tempo Antagônico

Era uma quarta-feira
Dia quente, abafado
Assim mesmo a vida corria
Arrastando os dias inacabados

Mas ele não corria atrás
Ele não queria mais
Ser levado pela correnteza
Que ia contra seus ideais

Mesmo assim a vida o chamava
Se não queria acordar
Ela o acordava
Dizia que não dava tempo
Que muita coisa o esperava

Mas ele não se importava
Ele não tinha tanta pressa
Que vida essa autoritária
Que deixava de lado o que interessa

A vida era ligeira
Já era sexta-feira
Não queria brincadeira
Ela queria perdurar

Mas ele insistia
Em viver cada momento
Almejava o sentimento
De poder se libertar

A vida desistiu e foi seguir o seu caminho
Pois o tempo era corrido e não podia esperar
Então ele ficou para trás sozinho
E dono do próprio destino, decidiu ir se encontrar

A vida era apressada
Se sentia irritada
Era um domingo insosso
Que se recusava em passar

Ma ele estava sereno
Livre à sua maneira
Para ele o tempo era ameno
E ainda era quarta-feira
 
                                                                                                          Iraê Alice
Sexta-feira

Era uma manhã comum de sexta feira O tempo nublado de outrora passara A vida corria ligeira
Eu provavelmente estava atrasada Ao sair peguei um casaco Do tempo eu sempre duvidava Se ontem muito chovia Nesta sexta lá fora o sol brilhava Era uma manhã comum de sexta feira
Fui ao centro da cidade Logo eu me deparei Com tanta banalidade Com a correria do dia Corriam também as pessoas E eu de longe me continha Para não dizer poucas e boas Me sentia indignada Com a vida desperdiçada Com a vida de fachada Que no mundo perpetuava Vi que ninguém se importava Em dar ao menos um bom dia Era como afasia A emoção se ausentava Era uma manhã comum de sexta feira Mas a vida mesmo ninguém nota Vivem todos alienados Me parece uma anedota É hilário existir e não se importar Com a vida que nos cerca Com o próprio bem estar Até quando haverá Existência sem vida ? Até quando a vida será Uma longa corrida ? Não vejo por que correr Para que se apressar O que há de belo nesta vida Foi feito para se notar Por que não andar devagar? Reparar tudo que há Entender que o sentindo da vida É caminhar para se encontrar Era uma manhã comum de sexta feira Eu decidi andar a pé Divagando a vida alheia Mas queria apenas um café

  Iraê Alice

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Introdução e-book

Introdução
Somos alunos do segundo período do curso de letras da Universidade do Estado de Minas Gerais, unidade Ibirité. Quando o nosso professor Weslei Clem de Menezes, de Informática da Educação nos propôs a criação de um e-book, veio logo a pergunta: “Sobre o quê escreveremos?”
A resposta foi óbvia, instantânea e de comum acordo entre os autores. “O que nos motiva?”; “O que nos identifica?”
As letras nos motivam, fazem parte de nossa essência, de como nos constituímos como indivíduos e sujeitos ativos no mundo. Como estudantes amantes dos livros nos orgulhamos, mesmo que intimamente, de possuir e desenvolver textos de gaveta, tão comuns e quase sempre particulares e carentes de público, muitas vezes descartados ou esquecidos com o passar do tempo e a correria cotidiana que acaba por reprimir esses momentos de devaneios e construções.
O que nos identifica como grupo e indivíduos é o nosso apego com a leitura e escrita, sendo assim, juntamos textos que são pedacinhos únicos da nossa identidade, deixando neles as nossas digitais.
Percebeu-se na discussão do grupo que todos tínhamos textos próprios, engavetados, singulares e bastante expressivos. Havia dois sentimentos contrastantes: O medo da exposição e a falta de oportunidade para a divulgação. O e-book surgiu como uma chance de auto descobrimento, crescimento pessoal e coletivo.

Alguns produzem crônicas, outros poemas, contos, artigos…
CONTINUA

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Poema

                                                            

                                                         Estudar?


Sabe aquele dia frio?
Em um bom lugar?
Quem sabe ler um livro?
Mas tenho que estudar!

Dia chuvoso, melancólico.
Mas tenho que estudar!
A cama me chama novamente
Mas tenho que estudar!

Lá fora a chuva cai. Já se foi metade do dia
Mas tenho que estudar!
Matéria disso, daquilo, mas estudar nem vontade dá
Mas tenho que estudar!

Enfim, faço tudo que não devia fazer
Mas e o estudar?
O estudar como que um complô não dá
O barulho dos carros, da máquina de lavar
O som do vizinho e até meus pensamentos ouso escutar
Eu tinha que estudar.


                                                                    Adriano Fernandes Pereira da Silva